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a vida de movimento

conhecer Metro do Porto

Análise de Sustentabilidade

A Metro do Porto teve sempre como grande preocupação no desenvolvimento dos seus corredores/ traçados o conceito de transporte público em sítio próprio com prioridade sobre o transporte rodoviário individual ou público. A consideração de premissas que promovessem uma melhor qualidade de vida para as populações foi outra das preocupações que a Metro do Porto teve sempre presente, pelo que a adoção de critérios de requalificação paisagística na envolvente de todas as infraestruturas do Sistema de Metro Ligeiro em ambiente urbano ou rural, numa perspetiva de criar um continuum ambiental ao longo de toda a rede, promovendo o espaço verde e a circulação pedonal e o transporte público, foi uma realidade que a Metro do Porto promoveu ao longo de toda a sua rede. As pessoas com mobilidade reduzida viram também garantido desde sempre, o seu acesso a todo o sistema. Cuidados especiais, foram ainda tidos com a iluminação das estações, principalmente as subterrâneas, recorrendo-se sobretudo à utilização da iluminação natural, o que levou desde logo à redução dos gastos energéticos.

Ambiente

Manteve-se em 2015 o aumento da procura do Metro, crescendo as validações 1,4% para um total de 57,7 milhões. Este valor representa um novo máximo absoluto de validações desde o arranque da exploração comercial do Siste¬ma de Metro Ligeiro em 2003.

O impacto que se fez sentir ao nível da redução tráfego automóvel, do ruído e das emissões poluentes em toda a zona metropolitana do Porto, sendo positivo, encontra-se calculado ao nível da redução das emissões no ponto “Emissões de Gases com Efeito Estufa” do Relatório de Sustentabilidade,o que contribuiu também para consubstanciar o compromisso assumido por Portugal face aos objetivos de Quioto e da política ambiental comunitária.

O serviço MOVE PORTO - Metro e Autocarros 24 Horas uma operação noturna das linhas Azul e Amarela nas noites de fim-de¬-semana e vésperas de feriado, em articulação com a Rede Madru¬gada STCP e nos meses de julho a novembro. O serviço, que vigo¬rou durante 15 fins-de-semana seguidos, foi utilizado por dezenas de milhares de pessoas, sobretudo jovens, teve como principal mis¬são a promoção de comportamentos responsáveis, incentivando a utilização de transportes públicos no lugar dos automóveis, re¬duzindo desta forma os níveis de sinistralidade rodoviária na Área Metropolitana.

No ano de 2015, a Metro do Porto manteve-se como um vetor inequívoco de sustentabilidade e dinamizador da qualidade de vida urbana e suburbana na área metropolitana do porto através da promoção das melhores práticas ambientais do sector, na gestão eficiente dos recursos e no fomento da intermodalidade e da mobilidade sustentável na Região.

Em termos de exploração, e no âmbito do Contrato de Subconcessão que a Metro do Porto estabeleceu com a Prometro (ViaPorto), foi dada continuidade às ações de acompanhamento do desempenho ambiental da Subconcessionária através dos mecanismos de fiscalização e gestão contratual. Deste modo, a Metro do Porto S.A, conseguiu que fossem cumpridos os objetivos e metas ambientais estabelecidos pela empresa para o ano de 2015, na sua generalidade.

No ano de 2015, destaca-se a recertificação em Qualidade e Ambiente. São também notórios os benefícios so¬ciais do sistema, dada a Segurança e a elevada taxa de satisfação dos utilizadores do Metro (84 pontos em 100, segundo revela o es¬tudo realizado pela DOMP em 2015).

A certificação da Metro do Porto, representa para os seus clientes /stakeholders mais uma garantia de que a empresa está empenhada em fornecer um serviço de transporte que responda perante os mais elevados padrões de qualidade.

As emissões resultantes da prestação do serviço de transporte são inteiramente indiretas na medida em que resultam, na sua totalidade, do consumo de energia elétrica.

As emissões resultantes do consumo de energia de tração atingiram, em 2015, as 11.651 TonCO2e. O fator de emissão específico por passageiro km foi de 40gCO2e, reforçando a tendência de redução já verificada em anos anteriores.

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Tendo em conta a natureza ambientalmente sustentável do metro ligeiro, torna-se fundamental proceder ao cálculo das emissões evitadas por esse meio de transporte enquanto alternativa a outros meios mais poluentes. Este fator é de reconhecida importância, vindo preconizado no PNAC como medida de referência “MRt4 – Construção e Exploração da Rede do Metro do Porto”, uma vez que com a sua implementação prevê-se um contributo significativo para o alcance das metas previstas no protocolo de Quioto.

É de salientar que chega-se a um valor de 60.254 TonCO2e evitadas em 2015 (73% das quais devido à transferência do TI para o Metro e os restantes 27% em consequência da transferência do TC). Essas emissões evitadas correspondem a emissões evitadas localmente, uma vez que as emissões associadas à produção de energia elétrica não ocorrem na Área Metropolitana.

Para obtermos as poupanças ambientais nacionais em termos de emissões de GEE, temos que descontar as emissões do Metro (provenientes do consumo de eletricidade) às emissões evitadas localmente (resultantes da transferência TI e TC). As emissões evitadas a nível nacional ou se preferirmos, as emissões evitadas líquidas alcançam as 48.603 TonCO2e em 2015, o que representa uma poupança de emissões de 165 gCO2e por passageiro km.

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Perspetiva Económica

Em 2015, a rede em exploração comercial manteve-se inalterada, ou seja, com 67 km de extensão e 81 estações.

Uma vez mais registaram-se recordes de procura com o mais ele¬vado valor de validações e de passageiros km desde a abertura do Sistema de Metro – 57,7 milhões e 294,5 milhões, respetivamente. Estes valores representam uma subida de 1,4% nas validações e 2,2% nos passageiros km.

Em 2015 atingiu-se uma taxa de cobertura direta do Sistema de Metro recorde (105,9%), representando uma subida de 19,5 pontos percentuais face ao ano anterior (essa taxa confronta as receitas de tarifários com os custos diretos de operação). Alargando o âmbito de análise e acrescentando custos correntes e de estrutura, temos que a taxa de cobertura global é de 90,4%, o que representa um défice de receitas na ordem dos 4,5 milhões de euros (14,2 milhões em 2014). A melhoria em ambas as taxas de cobertura a que se tem assistido nos últimos anos demonstra que o caminho para a sustentabilidade financeira da exploração do sistema tem sido perseguido com êxito.

Responsabilidade Social

Os benefícios sociais e ambientais do Metro do Porto, em termos monetários e considerando apenas os resultantes da redução da emissão de CO2e para a atmosfera, os ganhos de tempo dos clientes do Metro e a redução da pressão sobre o estacionamento, alcançam 169 milhões de euros.

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Todas as infraestruturas do Metro são 100% acessíveis (sejam veículos ou estações). Os veículos possuem o piso 100% rebaixado o que permite a pessoas de mobilidade reduzida um acesso sem qualquer constrangimento. Já as estações, encontram-se dotadas de elevadores, rampas, escadas mecânicas, informação visual e acústica, faixas tácteis e cromáticas, entre muitos outros “pormenores” que asseguram que qualquer pessoa, independentemente da sua condição física, está capacitada para viajar para qualquer ponto da Rede com autonomia total.

Ao nível da Investigação & Desenvolvimento, temos dois projetos:

NAVMETRO

O Sistema NAVMETRO - Sistema Complementar de Informação e Navegação na Rede do Metro do Porto para Pessoas com Dificuldades Visuais consiste num sistema auxiliar que visa colmatar a necessidade de disponibilizar, a uma franja de clientes específica, quer as informações gerais de Operação, quer a capacidade de autonomizar as pessoas nos percursos que realizam no interior das estações. Assim, através de um telemóvel comum, é possibilitado o acesso às pessoas com dificuldade ou deficiência visual a todo um conjunto de informações gerais que anteriormente não lhes eram acessíveis, bem como a um encaminhamento conduzido pelo som de pássaros emitido por um conjunto de dispositivos sonoros, discretamente implantados nos pontos-chave da estação. Grosso modo, o serviço assenta na conjugação de vários subsistemas (localização sem fios no interior da estação, orientação sonora e IVR - Interactive Voice Response) os quais permitem ao utilizador aceder a um vasto leque de funções, através de um diálogo lógico com o “cérebro” deste sistema.

FRENAGEM REGENERATIVA

A Metro do Porto encontra-se a desenvolver estudos, em parceria com a Efacec e Universidade do Minho, no sentido de aumentar o aproveitamento energético na rede através do armazenamento temporário da energia. Tanto os Eurotram como os Tram-Train possuem já sistemas de aproveitamento de energia de frenagem regenerativa, no entanto, esta poupança depende da existência, no mesmo momento, de outros veículos a circular nesse troço para os quais a energia é transferida: é essa limitação espacial e temporal que o projeto que se está a desenvolver pretende ultrapassar.

Ao nível social, estima-se um impacto no mercado de trabalho na ordem dos 860 postos de trabalho criados e/ou mantidos (direta e indiretamente) em 2015. Quase 70% desse valor corresponde a recursos humanos da empresa Operadora e seus subcontratados diretos. Seguem-se, por ordem de representatividade, os colaboradores da empresa Metro do Porto e os elementos respeitantes a contratos diretamente geridos pela Metro do Porto, nomeadamente, na manutenção, fiscalização, segurança, Funicular dos Guindais e serviço de transportes alternativos.

Todos os dias a Metro do Porto tem em mente a preocupação de servir cada vez melhor o cliente. São levadas a cabo diversas ações, seja no âmbito da informação, da oferta, da diversificação de serviços e do conforto, no intuito de promover viagens cómodas, tranquilas e que efetivamente respondam às necessidades dos nossos clientes. Não cabendo aqui o detalhe de todas as ações, destacamos aquelas que nos parecem mais relevantes do ponto de vista dos utilizadores do Metro:
• As habituais operações especiais de transporte, fiscalização e segurança nos dias de jogos no Estádio do Dragão; As operações especiais e contínuas implementadas para outros eventos públicos regulares e de grande afluência à rede do Metro, como é o caso dos festejos da Passagem de Ano, da Queima das Fitas, do São João, das festas do Senhor de Matosinhos, etc.;
• As operativas de transporte e segurança de suporte a outros eventos culturais ou de animação em que o acesso é proporcionado pela rede do Metro do Porto;
• Reforço do apoio ao cliente nas estações de maior procura na Linha A na época balnear, na estação Aeroporto nos períodos festivos e de férias e no troço central da rede nos dias de Natal.

Por fim, no que se refere à satisfação do cliente, mantém-se níveis de satisfação global elevados (83,9% de Média Global Anual de Satisfação apurada em 2015), representando uma subida de cerca de 0,6 pp face à média global de satisfação declarada pelos utilizadores em 2014.

Prémios e distinções

2013 - Prémio “Veronica Rudge Green Prize” (atribuído em conjunto com o Arq. Souto Moura).
2010 - Prémio “Pritzker” (atribuído ao Arq. Souto Moura).
2009 – Menção Honrosa no Prémio “Engenheiro Jaime Filipe” com o Projecto Navmentro.
2008 - Prémio “UITP 2008 Light Rail Award” – Best New System.
2006 - Prémio “Boas Práticas em Aquisições Públicas Ambientalmente Orientadas”.
2006 - Prémio “FAD’ 2006” – Categoria “Cidade e Paisagem” (atribuído ao Arq. Souto Moura).
2006 - Prémio “ENOR” (atribuído ao Arq. Souto Moura).
2006 - Prémio Nacional da “Mobilidade em Bicicleta”.
2002 – Prémio “Deal of the Year”, operação de aquisição de veículos Eurotram.

Em complemento a esta informação sugerimos a consulta do Relatório de Sustentabilidade.