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Notícias do Metro do Porto

METRO DO PORTO REDUZ CUSTOS EM 28% E CRESCE 4,1% EM 2011

29 Março 2012

METRO DO PORTO REDUZ CUSTOS EM 28% E CRESCE 4,1% EM 2011

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CUSTOS FINANCEIROS ENGOLEM GANHOS DE EFICÁCIA E AUMENTO DA RECEITA

Foi hoje aprovado em Assembleia Geral de accionistas o Relatório e Contas de 2011 da Metro do Porto, SA. O forte crescimento da procura, o aumento das receitas e uma significativa redução dos custos operacionais – mais de 28%, cumprindo e ultrapassando as metas definidas pelo Estado Português -, são as principais notas de destaque do exercício. Ainda assim, os custos financeiros associados à construção da rede agravam os resultados líquidos.

O exercício contempla aspectos francamente positivos, dada a actual conjuntura económica do país. Face a 2010, registou-se um crescimento de 4,1% no número de clientes transportados (mais de 55,7 milhões), ao contrário do que se verificou na generalidade das empresas de transporte público de passageiros, onde houve alguma retracção da procura. Também o número de passageiros quilómetro teve um crescimento assinalável de 8,9% em relação ao ano anterior, confirmando uma tendência de grande crescimento desde 2007 (ver gráfico). Esta evolução deve-se ao resultado conjugado do aumento da procura com o aumento do percurso médio por passageiro (neste caso para 5,2 km, mais 4,6% do que em 2010).

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Este crescimento contribui para um aumento de 14,1% das receitas de bilheteira, face ao exercício de 2010. Além deste indicador, de 2010 para 2011, verificou-se uma redução de 5,8% nos custos directos da operação. A taxa de cobertura (rácio entre receitas de bilheteira e custos directos de exploração da rede), tem vindo a aproximar-se progressivamente do equilíbrio. Em 2007 registou-se uma taxa de cobertura de 53,7%, ao passo que em 2011 esta se fixou nos 88,7%, o que representa um aumento de 35 pontos percentuais nesse período. Os seguintes gráficos mostram precisamente a evolução positiva da taxa de cobertura entre 2007 e 2011, fruto da redução de custos e do aumento de receitas, com a consequente aproximação dos seus valores.

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Em relação a 2009, houve também uma redução dos custos operacionais globais de 28,2% (o que representa mais de 23 milhões de euros), excluindo amortizações e encargos com operações de financiamento. Esta redução supera de forma muito assinalável a imposição determinada pela Secretaria de Estado do Tesouro e Finanças quanto à redução de 15% dos custos operacionais face a 2009.

Apesar da evolução francamente positiva dos resultados operacionais, o exercício de 2011 apresenta resultados líquidos negativos no valor de 397 milhões de euros. Este valor justifica-se, em grande medida, pela dimensão dos encargos relacionados com “juros e gastos similares” (mais de 136 milhões), “reduções de justo valor dos instrumentos financeiros derivados” (mais de 135 milhões) e “provisões” (perto de 55 milhões). Assim, o esforço de contenção e racionalização promovido, de forma eficaz, em áreas do domínio do Conselho de Administração da Metro do Porto acaba diluído em valores mais expressivos – relacionados fundamentalmente com a construção da infra-estrutura -, e que de todo escapam à esfera da gestão da empresa. Na sua mensagem aos accionistas, e num alerta que vem sendo repetido no balanço de anteriores exercícios, Ricardo Fonseca, Presidente do Conselho de Administração da empresa, aponta o «desajustado modelo de financiamento do projecto do Metro do Porto» como principal explicação para «resultados significativamente negativos».

O ano de 2011 fica igualmente marcado pela abertura comercial da Linha Laranja (F), entre a Estação Estádio do Dragão e a Estação de Fânzeres (a 2 de Janeiro), e pelo prolongamento da Linha Amarela (D) entre D. João II e Santo Ovídio (a 15 de Outubro). A conclusão destas duas frentes de obra, agora disponíveis ao público, deu por terminada a Primeira Fase da Rede do Metro do Porto.

A Metro do Porto continua a ser uma entidade que prima pela responsabilidade social e ambiental, tendo obtido em 2011 a certificação do seu Sistema de Gestão nas áreas de Ambiente e Qualidade, de acordo com as rigorosas normas europeias. Este reconhecimento estimula, ainda mais, a empresa a responder às exigências dos clientes a nível de conforto, pontualidade e fiabilidade do Sistema.

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