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Notícias do Metro do Porto

Relatório e Contas do Exercício de 2010

30 Maio 2011

Relatório e Contas do Exercício de 2010

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O Relatório e Contas de 2010 da Metro do Porto, S.A. foi hoje aprovado em Assembleia Geral.

Há a registar no exercício a expansão da rede, com a conclusão da empreitada de construção da Linha Laranja (F), servindo a zona oriental do Porto e o concelho de Gondomar, e o avanço da obra de prolongamento da Linha Amarela (D) a Santo Ovídio, em Vila Nova de Gaia.

Em 2010, o Metro do Porto transportou 53,5 milhões de clientes, o que representa um crescimento de 2% face a 2009.

Apesar do aumento da cota de utilizadores de assinaturas mensais de 55 para 61 por cento (representando, comparativamente com o títulos de viagem, uma menor receita por validação), esta tendência, continuada e sustentada, de acréscimo de procura influenciou positivamente a receita do serviço prestado que ascendeu a 31,1 milhões de euros – mais 3,6% face ao ano anterior.

Em simultâneo, os custos operacionais desceram cerca de 20% em 2010, o que se traduz numa economia superior a 8 milhões de euros em relação a 2009.

Assim, constata-se uma expressiva subida da Taxa de Cobertura (ratio entre receitas de tarifário e custos directos da operação), que alcança um valor recorde de 74,6%, registando um acréscimo de 14,8 pontos percentuais relativamente ao ano anterior.

Em termos absolutos, no exercício a operação encerrou com uma margem bruta deficitária de 10,6 milhões de euros, valor 47,6% inferior ao registado em 2009, reflectindo uma poupança de 9,6 milhões de euros.

Infelizmente, os bons Resultados Operacionais quase se diluem no apuramento do Resultado Líquido do Exercício que atinge os 351 milhões negativos, obtidos agora de acordo com o novo normativo contabilístico, o SNC - Sistema de Normalização Contabilística, facto que obriga a uma reformulação das contas de anteriores exercícios para haver compatibilidade entre eles.

Os resultados reflectem o desajustado modelo de financiamento do projecto do Metro do Porto. Em 2010, só por si, os encargos financeiros do exercício, a variação das provisões e as perdas de justo valor dos Instrumentos Financeiros Derivados foram relevados por um valor que ultrapassa os 298 milhões de euros.

Do Relatório e Contas hoje aprovado em Assembleia Geral ressalta, à semelhança do sucedido nos exercícios anteriores, a chamada de atenção do Presidente do Conselho de Administração para “o desajustado modelo de financiamento” e para a “manifesta insuficiência de dotações a fundo perdido”. De acordo com a mensagem de Ricardo Fonseca aos Accionistas da Metro do Porto, S.A., “não é possível adiar por mais tempo a solução do financiamento deste projecto”.