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Notícias do Metro do Porto

Tribunal de Contas Homologa Construção das Novas Linhas do Metro

03 Março 2021

Tribunal de Contas Homologa Construção das Novas Linhas do Metro

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TIAGO BRAGA: “JÁ ESTAMOS A ARREGAÇAR AS MANGAS – O TRABALHO NO TERRENO COMEÇA JÁ”

A Metro do Porto acaba de receber o visto do Tribunal de Contas aos contratos das empreitadas das Novas Linhas, a Linha Rosa e o prolongamento da Linha Amarela. Com a homologação destes contratos, proceder-se-á agora à consignação ao consórcio Ferrovial/ACA. As obras vão arrancar a muito curto prazo, com os primeiros trabalhos no terreno, quer no Porto quer em Gaia, a realizarem-se ainda este mês.

Trata-se de adjudicações no valor conjunto de 288 milhões de euros (189 no caso da Linha Rosa e 98,9 para a Linha Amarela). O investimento global nos dois projectos ronda os 407 milhões de euros – incluindo expropriações, projectos, fiscalização, equipamento e sistemas de apoio à exploração -, sendo o financiamento assegurado pelo Fundo Ambiental e por fundos Europeus no âmbito do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), em ambos os casos geridos a partir do Ministério do Ambiente e da Ação Climática.

Em causa está o alargamento da rede do Metro do Porto em mais 6 quilómetros, metade dos quais em túnel, e 7 novas estações. As novas linhas darão origem, de acordo com os estudos de procura que ditaram estas opções de expansão, à conquista de 10 milhões de clientes anuais. Actualmente, a rede do Metro do Porto tem 67 quilómetros, com seis linhas que servem sete concelhos e 82 estações, movimentando anualmente mais de 71 milhões de clientes (valor reportado a 2019, o último exercício antes da pandemia). Ambas as linhas vão ser construídas entre 2021 e 2023, envolvendo igualmente a aquisição de 18 novos veículos de Metro, já adjudicados ao fabricante CRRC.

Tiago Braga, presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto, SA, entende que “este é um dia de alegria e de festa – é o arranque da mobilidade do futuro na Área Metropolitana”, destacando “a excepcional colaboração desenvolvida com o Tribunal de Contas, cujo trabalho técnico e o empenho colocados na análise destes contratos permitiu que, apesar da situação de confinamento, eles fossem homologados num prazo de tempo muito curto”. Tiago Braga afirma ainda que “esperávamos por este dia ansiosamente para poder ir para o terreno, para arrancar com as obras. Já estamos a arregaçar as mangas! O nosso trabalho começa já”.

Tiago Braga, refere ainda o “papel decisivo do Ministério do Ambiente e da Ação Climática, que com uma visão clara da importância da mobilidade no contexto das cidades, disponibilizou todas as condições para que a empresa pudesse concretizar estes dois projetos, bem como o papel muito relevante que as câmaras municipais do Porto e de Vila Nova de Gaia desempenharam ao longos dos últimos quatro anos na preparação, articulação e desenvolvimento das soluções que vão agora ser construídas. Projetos desta envergadura só são viáveis numa lógica de grande proximidade e alinhamento estratégico com os nossos parceiros”, afirma.

Com esta etapa de crescimento, o Metro vai reforçar a ligação aos hospitais, unindo os principais polos do Serviço Nacional de Saúde no centro da Área Metropolitana, passando a chegar ao Hospital de Santo António, ao Hospital Santos Silva e ao Centro Materno-Infantil (o Hospital de S. João, o Hospital Pedro Hispano e o IPO são já servidos pela rede atual). Por outro lado, aumenta a cobertura junto de instituições de ensino básico, secundário e superior, naquele que é, por excelência, o meio de transporte preferido dos jovens e dos estudantes. Entre os destinos das novas linhas estão a Escola Soares dos Reis, em Gaia, e a Escola Gomes Teixeira, no Porto. Mas está também parte do Polo Universitário do Campo Alegre, com as Faculdades de Letras, de Arquitetura e de Ciências a menos de 10 minutos a pé da futura Estação da Galiza, na Linha Rosa. Já a Linha Amarela vai alcançar zonas de serviços, como o Centro de Produção da RTP, e de elevada densidade populacional, o caso da urbanização de Vila d’Este, também em Vila Nova de Gaia.