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a vida de movimento

conhecer Metro do Porto

Análise de Sustentabilidade

A Metro do Porto teve sempre como grande preocupação no desenvolvimento dos seus corredores/ traçados o conceito de transporte público em sítio próprio com prioridade sobre o transporte rodoviário individual ou público. A consideração de premissas que promovessem uma melhor qualidade de vida para as populações foi outra das preocupações que a Metro do Porto teve sempre presente, pelo que a adoção de critérios de requalificação paisagística na envolvente de todas as infraestruturas do Sistema de Metro Ligeiro em ambiente urbano ou rural, numa perspetiva de criar um continuum ambiental ao longo de toda a rede, promovendo o espaço verde e a circulação pedonal e o transporte público, foi uma realidade que a Metro do Porto promoveu ao longo de toda a sua rede. As pessoas com mobilidade reduzida viram também garantido desde sempre, o seu acesso a todo o sistema. Cuidados especiais, foram ainda tidos com a iluminação das estações, principalmente as subterrâneas, recorrendo-se sobretudo à utilização da iluminação natural, o que levou desde logo à redução dos gastos energéticos.

Ambiente

Anualmente é efetuada pela Administração a revisão do Sistema Integrado Qualidade, Ambiente e Segurança, sendo avaliados os graus de cumprimento dos objetivos e metas definidos para cada um dos processos em que se divide a atividade da Metro do Porto. Com base no grau de cumprimento dos indicadores utilizados para avaliar os objetivos e metas são definidas as medidas a implementar no sentido de melhorar, se necessário, o desempenho dos diferentes processos.

A frota da Metro do Porto é composta por composições movidas a eletricidade, pelo que não existem emissões de gases com efeito de estufa (GEE) diretamente associadas à tração. No entanto, as emissões indiretas são uma realidade, já que parte da energia elétrica utilizada para a operação dos veículos é resultante do consumo de energia de origem não renovável presente no mix energético português.

As emissões indiretas resultantes do consumo de energia pelos veículos de Metro ascenderam, em 2020, a um total estimado de 13.582 toneladas de CO2e (dióxido de carbono equivalente), 5,5% acima do estimado em 2019. Em 2020, o consumo de energia de tração registou um aumento de 1,4%, passando de 41.340.452 kWh para 41.851.521 kWh. Apesar da diminuição da atividade económica, a Metro do Porto optou por não diminuir a oferta de modo a proporcionar aos clientes do Metro uma experiência de transporte confortável e segura, cumprindo com as normas de combate ao COVID-19.

A atividade da Metro do Porto origina uma poupança de emissões considerável. Essa poupança é determinada tendo em conta a utilização alternativa ao sistema de metro ligeiro, isto é, estimando-se o nível de emissões que resultaria das mesmas deslocações em transportes alternativos (transporte individual, coletivo e não motorizado) em caso de inexistência do Metro. Para o ano de 2020, estimou-se uma poupança de 45,6 mil toneladas de CO2e que, descontadas as emissões associadas à operação, geram uma poupança de emissões líquida de 32 mil toneladas de CO2e, demonstrando a importância do modo Metro para a qualidade do ar e do ambiente no seu todo da Região.

Para quantificar economicamente os benefícios ambientais e sociais que advêm da utilização do Sistema de Metro Ligeiro é atribuída uma valorização monetária aos mesmos, recorrendo a informação disponibilizada anualmente pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Em resultado dessa quantificação económica, para o ano de 2020, os benefícios ambientais correspondem a um valor aproximado de 1 milhão de euros. Por sua vez, os benefícios sociais decorrentes de ganhos de tempo e da redução da pressão sobre o estacionamento ultrapassaram os 109,4 milhões de euros e 7,6 milhões de euros, respetivamente.

Perspetiva Económica

Em 2020, a rede em exploração comercial manteve-se inalterada face a 2019, ou seja, com 67 km de extensão e 82 estações.

Em 2019 registaram-se recordes de procura com o mais elevado valor de validações e de passageiros km desde a abertura do Sistema de Metro – 71,4 milhões e 375,8 milhões, respetivamente. Estes valores representam uma subida impressionante de 13,9% nas validações e 16,9% nos passageiros km - um crescimento nunca antes registado desde que estabilizaram o número de estações e a extensão da rede. Pela primeira vez, em 2019, ultrapassou-se os 7 milhões de validações num mês – outubro. Para tal evolução contribuiu o PART – Programa de Apoio à Redução Tarifária – que instituiu títulos de assinatura municipal e metropolitana a 30 e 40 euros respetivamente, promovendo, através da redução do custo do transporte público um aumento significativo da procura do Metro. A oferta rondou os 7,5 milhões de quilómetros, correspondendo a 1.705 milhões de lugares km, daqui resultando uma taxa de ocupação de 22,0%

Já no ano de 2020, foi evidente o impacto muito negativo da Pandemia COVID-19 nos sistemas de transporte em geral e no Metro do Porto em particular. Registou-se uma queda de 45% na procura do sistema. A oferta manteve-se praticamente inalterada de forma a garantir condições de segurança e distanciamento social, pelo que a taxa de ocupação desceu 10 pontos percentuais para apenas 12,0%. Foi um ano marcado por sucessivos estados de emergência e calamidade, com confinamentos e restrições severas à mobilidade que fizeram a procura do Metro voltar aos patamares de 2006, um retrocesso de 14 anos.

Em 2019 atingiu-se uma taxa de cobertura direta recorde (136,4%), representando uma subida de 8,9 pontos percentuais face ao ano anterior (essa taxa confronta as receitas de tarifários com os custos diretos de operação). Alargando o âmbito de análise e acrescentando custos correntes e de estrutura, temos que a taxa de cobertura global é de 110,0%, o que representa um superavit de receitas na ordem dos 5,2 milhões de euros (6,6 milhões de euros melhor que 2018.

No entanto, com a Pandemia COVID-19 deu-se um revés na trajetória de sucesso alcançada até 2019. Com a queda abrupta e significativa da procura em 2020, a receita de exploração proveniente da bilhética sofreu uma redução significativa minimizada apenas pelas transferências relativas ao Programa de Apoio à Reposição da Oferta.

Atingiu-se em 2020 uma taxa de cobertura média anual da operação do Sistema de 105,8%, muito inferior ao previsto no orçamento e ao valor registado em 2019. Esta taxa, que ultrapassou os 100% pela primeira vez em 2015 (105,9%), voltou a aumentar entre 2016 e 2019, reduziu-se agora para um valor similar ao de 2015. A taxa de cobertura global apresenta em 2020 uma diminuição de 28,4 pp, ascendendo a um valor de 81,6% e a um déficit global de 9,0 milhões de euros (superavit de 5,2 milhões de euros em 2019). Esta evolução resulta, principalmente, do decréscimo de rendimentos, em resultado da queda da procura devido à pandemia COVID-19.

Responsabilidade Social

Relativamente ao ano de 2020, os benefícios sociais e ambientais foram de 118 milhões de euros. Esta diminuição face ao ano de 2019, é resultante da diminuição da atividade económica provocada pela situação pandémica atual.

O cálculo dos benefícios ambientais é efetuado através da multiplicação do preço de mercado do carbono e o número de emissões evitadas; ao nível dos benefícios sociais, o ganho de tempo foi valorizado em 15 cêntimos por minuto (deslocações em serviço ou para o local de trabalho) e em 3 cêntimos por minuto (outros motivos); a valorização das horas de estacionamento foi de 50 cêntimos por hora.

analise sustentabilidade

Todos os dias a Metro do Porto tem em mente a preocupação de servir cada vez melhor o cliente. Cada vez mais os benefícios sociais decorrentes da implementação de um sistema de Metro são muitos: diminuição do tempo de viagem, redução do número de acidentes rodoviários, benefícios decorrentes de uma menor pressão sobre o estacionamento, redução dos custos de exploração de outros operadores de transporte, diminuição dos custos de construção e manutenção de rodovias, entre outros.

Em 2019 e 2020, por conta da Pandemia COVID-19 não foram realizados os habituais inquéritos à satisfação dos clientes, prevê-se a sua retoma em 2021.

Em 2019 e 2020, estimou-se que foram criados e/ou mantidos (direta e indiretamente) 1015 e 971 postos de trabalhos, respetivamente, (mais 10% em relação ao ano de 2018 e menos 4% face a 2019). Cerca de 83% correspondem a recursos humanos da empresa Operadora e seus subcontratados, seguindo-se, os colaboradores da empresa Metro do Porto, S.A., e os elementos respeitantes a contratos diretamente geridos pela Metro do Porto, S.A.

Desde 18 de outubro de 2018 que a Metro do Porto acolhe na sua estação dos Aliados um projeto-piloto de um Tradutor de Linguagem Gestual com capacidade de traduzir seis idiomas para clientes surdos e surdos-mudos: português, cipriota, grego, alemão, esloveno e inglês.
O referido tradutor de língua gestual bidirecional automática consiste num ecrã gigante interativo, que cobre os referidos seis idiomas e ajuda os utilizadores na resposta a um sistema simples de perguntas, por recurso a um avatar que responde a perguntas frequentes relacionadas com transporte no Metro do Porto.

Tendo sido disponibilizado em regime de teste piloto na Metro do Porto, o tradutor foi elaborado no âmbito do projeto europeu I-ACE (The International Assisted Communications for Education Project), financiado pela União Europeia através do programa Erasmus+ e coordenado pelo grupo de investigação GILT - Games Interaction and Learning Technologies do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), tendo sido desenvolvido com a colaboração da Metro do Porto. O projeto contou ainda com a parceria da Câmara Municipal do Porto, da Universidade de Siegen (Alemanha), da Universidade de Maribor (Eslovénia), da Universidade de York (Reino Unido), da European Association of Career Guidance (Chipre) e do Technological Education Institute of Crete (Grécia), envolvendo um total de 20 investigadores.

Prémios e distinções

2013 - Prémio “Veronica Rudge Green Prize” (atribuído em conjunto com o Arq. Souto Moura).
2010 - Prémio “Pritzker” (atribuído ao Arq. Souto Moura).
2009 – Menção Honrosa no Prémio “Engenheiro Jaime Filipe” com o Projecto Navmentro.
2008 - Prémio “UITP 2008 Light Rail Award” – Best New System.
2006 - Prémio “Boas Práticas em Aquisições Públicas Ambientalmente Orientadas”.
2006 - Prémio “FAD’ 2006” – Categoria “Cidade e Paisagem” (atribuído ao Arq. Souto Moura).
2006 - Prémio “ENOR” (atribuído ao Arq. Souto Moura).
2006 - Prémio Nacional da “Mobilidade em Bicicleta”.
2002 – Prémio “Deal of the Year”, operação de aquisição de veículos Eurotram.

Em complemento a esta informação sugerimos a consulta do Relatório de Sustentabilidade