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a vida de movimento

conhecer Metro do Porto

Análise de Sustentabilidade

Análise de Sustentabilidade

A Metro do Porto teve sempre como grande preocupação no desenvolvimento dos seus corredores/ traçados o conceito de transporte público em sítio próprio com prioridade sobre o transporte rodoviário individual ou público. A consideração de premissas que promovessem uma melhor qualidade de vida para as populações foi outra das preocupações que a Metro do Porto teve sempre presente, pelo que a adoção de critérios de requalificação paisagística na envolvente de todas as infraestruturas do Sistema de Metro Ligeiro em ambiente urbano ou rural, numa perspetiva de criar um continuum ambiental ao longo de toda a rede, promovendo o espaço verde e a circulação pedonal e o transporte público, foi uma realidade que a Metro do Porto promoveu ao longo de toda a sua rede. As pessoas com mobilidade reduzida viram também garantido desde sempre, o seu acesso a todo o sistema. Cuidados especiais, foram ainda tidos com a iluminação das estações, principalmente as subterrâneas, recorrendo-se sobretudo à utilização da iluminação natural, o que levou desde logo à redução dos gastos energéticos.

 

Ambiente

Anualmente é efetuada pela Administração a revisão do Sistema Integrado Qualidade, Ambiente e Segurança, sendo avaliados os graus de cumprimento dos objetivos e metas definidos para cada um dos processos em que se divide a atividade da Metro do Porto. Com base no grau de cumprimento dos indicadores utilizados para avaliar os objetivos e metas são definidas as medidas a implementar no sentido de melhorar, se necessário, o desempenho dos diferentes processos.

A frota da Metro do Porto é composta por composições movidas a eletricidade, pelo que não existem emissões de gases com efeito de estufa (GEE) diretamente associadas à tração. No entanto, as emissões indiretas são uma realidade, já que parte da energia elétrica utilizada para a operação dos veículos é resultante do consumo de energia de origem não renovável presente no mix energético português.

Em 2024, o consumo de energia de tração registou um ligeiro aumento de 4,8%, assim como, a energia não tração (4,3%). Apesar do ligeiro aumento do consumo de energia de tração, verificou-se uma diminuição das emissões de CO2e (dióxido de carbono equivalente), essencialmente, devido à diminuição do fator de emissão em relação ao ano anterior. As emissões indiretas resultantes do consumo de energia pelos veículos de Metro ascenderam a um total estimado de 9,5 mil toneladas de CO2e, representando uma diminuição de 16% comparado com o apurado em 2023. Já a estimativa das emissões resultantes do consumo da energia não tração atingiu as 3 mil toneladas de CO2e (menos 17% em relação a 2023). A atividade da Metro do Porto origina uma poupança de emissões considerável, sendo essa poupança determinada tendo em conta a utilização alternativa ao sistema de Metro Ligeiro, isto é, estimando-se o nível de emissões que resultaria das mesmas deslocações em transportes alternativos (transporte individual, coletivo e não motorizado) em caso de inexistência do Metro. Para o ano de 2024, estimou-se uma poupança de 90,1 mil toneladas de CO2e que, descontadas as emissões associadas à operação do Metro, geram uma poupança de emissões líquida de 80,6 mil toneladas de CO2e, demonstrando a importância do modo Metro para a qualidade do ar e do ambiente na Região.

Para quantificar economicamente os benefícios ambientais e sociais que advêm da utilização do sistema de Metro Ligeiro, é atribuída uma valorização monetária aos mesmos, recorrendo a informação disponibilizada anualmente pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Em resultado dessa quantificação económica, para o ano de 2024, os benefícios ambientais correspondem a um valor aproximado de 5,77 milhões de euros. Por sua vez, os benefícios sociais decorrentes de ganhos de tempo e da redução da pressão sobre o estacionamento ultrapassaram os 255,95 milhões de euros e 17,74 milhões de euros, respetivamente.

 

Perspetiva Económica

Em 2024, foi inaugurado o prolongamento da linha amarela até Vila d’Este, corresponde a um incremento na Rede em exploração de cerca de 3,15 quilómetros e inclui 3 novas estações: Manuel Leão, Hospital Santos Silva e Vila d’Este. Em desenvolvimento encontram-se um conjunto de grandes investimentos, dos quais se destacam, a Linha Rosa desenvolve-se ao longo de aproximadamente 3 km, compreendendo quatro estações: Liberdade / São Bento, Hospital de Santo António, Galiza e Casa da Música (duas das estações são adjacentes às já existentes São Bento e Casa da Música). Toda a extensão da linha Rosa é subterrânea (em túnel e via dupla). Fazem também parte do projeto o ramal de ligação à Rede existente e o arranque de uma futura linha para Vila Nova de Gaia (Linha Rubi). A Linha Rubi, desde a Casa da Música a Santo Ovídio, será o segundo eixo norte-sul a cruzar o Rio Douro. Dada a sua localização, espera-se que seja um projeto com um papel crucial na redução do congestionamento na zona da ponte da Arrábida, contribuindo para a melhoria da qualidade do ar na zona envolvente. Esta linha desenvolver-se-á entre a estação Boavista/Casa da Música no Porto, e uma nova estação a construir em Santo Ovídio (interface com a Linha Amarela), em Vila Nova de Gaia. Terá percursos em túnel, à superfície, em ponte sobre o Rio Douro e em viaduto, representando uma extensão total de cerca de 6,7 km (que inclui o ramal de ligação à linha Rosa e ligação técnica à linha Amarela) e contemplando 8 estações - Boavista/Casa da Música, Campo Alegre, Arrábida, Candal, VL8/Rotunda, Devesas, a Soares dos Reis e Santo Ovídio. O BRT previsto para o eixo Boavista - Marechal Gomes da Costa – Império – Praça da Cidade do Salvador.

Em 2024, a rede em exploração comercial cresceu face a 2023, ou seja, de 67 km para 70 km de extensão, aproximadamente, e de 82 para 85 estações.

Em 2024, o Metro do Porto aproximou-se do marco de 90 milhões de validações, alcançando 89,78 milhões de validações (+13,4% do que em 2023). O crescimento da procura em 2024 fica a dever-se sobretudo a dois fatores, a política tarifária e a expansão da rede. No que se refere à política tarifária, destaca-se sobretudo a implementação, com efeitos a partir de 1 de janeiro de 2024, da gratuitidade dos passes de transporte para estudantes até aos 23 anos, inclusive, inscritos num estabelecimento de ensino nacional (Portaria n.º 7-A/2024, de 5 de janeiro). A partir de 1 de dezembro de 2024, a gratuitidade passou a abranger todos os jovens até aos 23 anos, inclusive, independentemente de serem ou não estudantes (Portaria n.º 307-A/2024/1, de 28 de novembro). A expansão da rede deu-se com a abertura da extensão da Linha Amarela, nomeadamente as estações Vila d’Este, Hospital Santos Silva e Manuel Leão, inauguradas em 28 de junho e com obrigatoriedade de validação desde 1 de julho de 2024.

A oferta rondou os 9,2 milhões de quilómetros, correspondendo a 2.104 milhões de lugares km, daqui resultando uma taxa de ocupação de 22,7%.

Em 2024 atingiu-se uma taxa de cobertura direta recorde (159,5%), representando uma subida de + 17,6 pontos percentuais face ao ano anterior (essa taxa confronta as receitas de tarifários com os custos diretos de operação). A evolução resulta do aumento significativo da receita de exploração em 2024 face a 2023, em linha com a evolução da procura. Do lado do custo de operação a componente mais relevante (representando mais de 91% do custo de operação total) é o contrato de subconcessão da operação e manutenção com a ViaPorto. O aumento da oferta verificado entre 2023 e 2024, não leva a um aumento proporcional do custo com esse contrato uma vez que a componente variável em função da produção quilométrica representa cerca de 13% do custo (excluindo revisões de preço). Alargando o âmbito de análise e acrescentando custos correntes e de estrutura, temos que a taxa de cobertura global é de 134,5%, o que representa um superavit de receitas na ordem dos 19,6 milhões de euros (7,5 milhões de euros melhor que 2023). Esta evolução resulta do aumento dos rendimentos, essencialmente ligado ao aumento da procura pelo sistema de Metro. Somando a receita de bilhética repartida pelo TIP, ACE às compensações por todos os descontos de tarifários, observa-se um aumento na ordem dos 15%, em linha com a evolução da procura. A implementação de tarifários gratuitos mudou a estrutura de rendimentos ao nível da bilhética, passando as compensações tarifárias a ter grande expressão. Do lado dos gastos verifica-se um aumento, substancialmente inferior, de 2,9%. No que toca aos gastos relacionados com o Contrato de Subconcessão, firmado em 2018 com a ViaPorto, Operação e Manutenção de Transportes, Unipessoal, Lda, é relevante destacar que a subconcessisonária apresentou três pedidos de Reposição do Equilíbrio Financeiro (REF) com origem no aumento do custo dos fatores produtivos de dois subcontratados, nas áreas de segurança e limpeza. Estes pedidos estão em apreciação pelas Tutelas e pela UTAP (Unidade Técnica de Acompanhamento de Projetos), mas até ao momento não ocorreu nenhuma aprovação. O montante estimado dos pedidos de REF em análise ascende a 2,76 milhões de euros, com impacto nos anos de 2019 em diante. Esse montante encontra-se provisionado anualmente na conta 67 (provisões do período) e em termos acumulados na conta 29 (provisões). Os montantes provisionados encontram-se incluídos no apuramento da taxa de cobertura. Ainda no âmbito das rubricas que contribuem para os gastos da taxa de cobertura global importa destacar o aumento de cerca de 1 milhão de euros na rubrica “Conservação e Reparação” essencialmente devido à manutenção do material circulante, nomeadamente a intervenção dos 1,2 milhões de km do Tram Train e a manutenção contratada em fase de garantia dos CRRC Tram.

 

Responsabilidade Social

Em 2024, os benefícios sociais e ambientais do Metro do Porto foram de aproximadamente 279,5 milhões de euros, considerando apenas os resultantes da redução da emissão de CO2e para a atmosfera, os ganhos de tempo dos clientes do Metro e a redução da pressão sobre o estacionamento.

Nos últimos 3 anos, a tendência geral é positiva, com benefícios sociais e ambientais a crescerem anualmente. A principal fonte desse crescimento é a redução da pressão sobre o estacionamento e os ganhos de tempo dos clientes. No entanto, a redução das emissões de GEE não acompanha a mesma tendência.

O cálculo dos benefícios ambientais é efetuado através da multiplicação do preço de mercado do carbono e o número de emissões evitadas; ao nível dos benefícios sociais, o ganho de tempo foi valorizado em 15 cêntimos por minuto (deslocações em serviço ou para o local de trabalho) e em 3 cêntimos por minuto (outros motivos); a valorização das horas de estacionamento foi de 50 cêntimos por hora.

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Todos os dias a Metro do Porto tem em mente a preocupação de servir cada vez melhor o cliente. Cada vez mais os benefícios sociais decorrentes da implementação de um sistema de Metro são muitos: diminuição do tempo de viagem, redução do número de acidentes rodoviários, benefícios decorrentes de uma menor pressão sobre o estacionamento, redução dos custos de exploração de outros operadores de transporte, diminuição dos custos de construção e manutenção de rodovias, entre outros.

A Metro do Porto continua a gerar na população e mesmo entre turistas, tanto nacionais como estrangeiros, elevados níveis de satisfação, inequivocamente comprovados pelos vários e sucessivos Estudos de Perfil e Satisfação do Utilizador, em valências como a acessibilidade e o tempo. A rapidez continua, ainda assim, a ser o principal ponto forte dentro da Satisfação Global (84,8%).

Entre 2022 e 2024, que foram criados e/ou mantidos em média 2867 postos de trabalhos, o que representa mais 18% em relação ao ano de 2022.

Destes 2867 trabalhadores, 1715 estão afetos às três empreitadas de construção, 861 estão afetos à Sociedade Operadora e seus subcontratos, 179 postos de trabalhos englobam trabalhadores indiretos de outros contratos e por fim trabalhadores da Metro do Porto.

 

 

Prémios e distinções

2013 - Prémio “Veronica Rudge Green Prize” (atribuído em conjunto com o Arq. Souto Moura).

2010 - Prémio “Pritzker” (atribuído ao Arq. Souto Moura).

2009 – Menção Honrosa no Prémio “Engenheiro Jaime Filipe” com o Projecto Navmentro.

2008 - Prémio “UITP 2008 Light Rail Award” – Best New System.

2006 - Prémio “Boas Práticas em Aquisições Públicas Ambientalmente Orientadas”.

2006 - Prémio “FAD’ 2006” – Categoria “Cidade e Paisagem” (atribuído ao Arq. Souto Moura).

2006 - Prémio “ENOR” (atribuído ao Arq. Souto Moura).

2006 - Prémio Nacional da “Mobilidade em Bicicleta”.

2002 – Prémio “Deal of the Year”, operação de aquisição de veículos Eurotram.

 

Em complemento a esta informação sugerimos a consulta do Relatório de Sustentabilidade.