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Notícias do Metro do Porto

Souto de Moura recebe Prémio Pritzker

29 Março 2011

Souto de Moura recebe Prémio Pritzker

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«Nobel» da arquitectura para o projectista do Metro do Porto

Considerado um dos maestros da arquitectura portuguesa moderna – responsável pelos projectos das estações do Metro do Porto, Eduardo Souto de Moura (1952) há muito que se destaca pelo rigor e precisão das suas obras e é um dos mais reconhecidos arquitectos da «Escola do Porto». É o segundo português a receber o prestigiado Prémio Pritzker de Arquitectura, depois de Álvaro Siza Vieira, em 1992.

O português destacou-se como arquitecto chefe da primeira fase da rede do Metro do Porto (1997-2005) e foi parte integrante de todo o projecto. Souto Moura revela uma grande preocupação pelos espaços físicos que rodeiam os seus projectos e tem uma utilização rigorosa dos materiais escolhidos. A peculiar subtileza e execução cuidadosa no seu trabalho resultam em obras sustentáveis, modernas e de grande riqueza arquitectónica – como é a rede do Metro do Porto.

Das suas principais obras destacam-se: o Mercado Municipal de Braga (1980); as casas de Nevogilde, Porto (1982-1988); a Casa de Alcanena (1992); o Estádio Municipal de Braga (2003), Projecto Crematório ‘Uitzicht’ em Kortrijk, Bélgica (2005); Edifício Comercial e de Oficinas na Avenida da Boavista, Porto (2007); Projecto Hotel do Bom Sucesso, Óbidos (2008); Museu de arte Contemporânea de Bragança (2008); Casa em Llabià, Espanha (2009).

Ao longo da sua carreira, Souto Moura foi reconhecido com vários prémios, destacando-se: Prémio I Bienal Ibero-americana (1998, Pousada Santa Maria do Bouro); Premio FAD de Arquitectura (2005) e Prémio Internacional de Arquitectura Chicago Athenaeum Museum (2006) com a obra do Estádio Municipal de Braga; Prémio FAD 'Ciutat i Paisatge' e o Grande Prémio Enor (2006) com a obra no Metro do Porto.

O Prémio Pritzker é atribuído pela família Pritzker, conhecida pelo apoio a actividades educativas, científicas, médicas e culturais. O campo da arquitectura foi eleito pela família Pritzker por implicar um esforço criativo que não está incluído nos Prémios Nobel e por considerarem que é necessário “fomentar e estimular não só uma maior consciência pública dos edifícios mas também inspirar maior criatividade dentro da profissão”. Actualmente, o Prémio Pritzker é o mais prestigiado reconhecimento na carreira de um arquitecto.