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Notícias do Metro do Porto

Ampliação da Linha Amarela explicada aos gaienses

14 Abril 2021

Ampliação da Linha Amarela explicada aos gaienses

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Evento contou com a presença dos presidentes da Metro do Porto, da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e da Junta da União de Freguesias de Mafamude e Vilar do Paraíso

A Linha Amarela do Metro do Porto conhecerá, conforme foi já anunciado, um prolongamento de cerca de três quilómetros, passando a ligar Santo Ovídeo à urbanização de Vila D’Este. Ontem à noite, no auditório do Centro Paroquial de Mafamude, em Vila Nova de Gaia, realizou-se uma sessão de esclarecimentos que teve justamente como objectivo desfazer dúvidas e dar a conhecer os pormenores desta empreitada. O projecto, cujas obras arrancaram no passado mês de Março, contribuirá para a expansão da rede metropolitana e, por consequência, para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, tendo na vertente ambiental sempre uma das grandes prioridades.
Para além da transmissão online, através das plataformas do Metro nas redes sociais, a sessão, com as naturais limitações decorrentes do estado de emergência, contou com a participação de mais de duas dezenas de cidadãos, que, presencial ou remotamente, puderam colocar as suas questões e ver esclarecidas as suas dúvidas.
“A nossa perspectiva é a de que esta linha estimule a procura na rede em cerca de 63 mil passageiros diários, o que levará a um incremento de quase 17 milhões de passageiros e uma redução de 2300 toneladas de CO2 por ano”, explicou Tiago Braga, presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto. Na sua opinião, olhando a realidade presente e futura de forma abrangente, a tendência passa por um protagonismo cada vez maior dos transportes públicos na vida das pessoas. “Há um processo de transformação da sociedade em torno do transporte colectivo mais eficiente em matéria económica, social e ambiental que vai levar a uma mudança de comportamentos”, garantiu.
Sobre esta obra em concreto, Tiago Braga salientou o seu cariz utilitário e polivalente: “Do ponto de vista da construção, esta é uma linha muito interessante porque tem um túnel e um viaduto; tem obra em trincheira aberta e em trincheira fechada; tem estações subterrâneas e tem estações à superfície. Ou seja, existe aqui um conjunto multifacetado de tipologias de obra”.
Já Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara de Gaia e da Área Metropolitana do Porto, classificou o projecto como sendo “absolutamente brutal e de um valor extraordinário” para a comunidade por, entre outros aspectos, valorizar várias zonas da cidade – como a do Hospital Santos Silva, a do Monte da Virgem ou a de Vila D’Este. No entender do autarca, “o que está em jogo não é apenas a simples expansão de uma linha de metro, mas uma estratégia integrada, com a construção de equipamentos que lhe sirvam como suporte”. Por tudo isto, e como o próprio acrescentou, “aquilo que se pretende é que as pessoas olhem para este momento como uma forma de refazer e redesenhar a cidade”.
Dentro de todos estes pontos de vista, João Paulo Correia, presidente da Junta da União de Freguesias de Mafamude e Vilar do Paraíso, assinalou igualmente a relevância do plano existente em torno da Linha Amarela sob vários prismas. “Trata-se de uma obra estruturante e de um investimento transformador quer para a mobilidade, quer para o reforço do transporte colectivo em Vila Nova de Gaia. Além disso, presta um contributo importante em termos de transição climática”.
Por fim, Pedro Quintas, um dos engenheiros da Metro do Porto responsável pela direcção do projecto, deixou aos presentes a garantia de que tudo será feito no sentido de diminuir eventuais transtornos causados pelos trabalhos em vigor. “Vamos tentar minimizar todos os efeitos nefastos causados pelos desvios de trânsito. Serão adoptadas todas as medidas de mitigação e esperamos que tudo corra bem, mas cá estaremos para adaptar o que for preciso e reduzir os impactos que possam vir a existir entretanto”.
Recorde-se que esta ampliação da Linha Amarela envolve um investimento de quase 99 milhões de euros e prevê a criação de três novas estações: Manuel Leão (subterrânea, junto à Escola Soares dos Reis e ao Centro de Produção da RTP), Hospital Santos Silva (logo em frente àquele que é o terceiro maior hospital do Norte) e Vila d’Este (zona residencial com mais de 17 mil pessoas). As obras deverão ficar concluídas no ano de 2023.

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