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Notícias do Metro do Porto

Lançado o concurso do BRT Boavista - Império

06 Julho 2021

Lançado o concurso do BRT Boavista - Império

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Obra ficará concluída em 2023 e representa um investimento de 66 milhões de euros


O concurso público internacional para a concepção e construção da Linha de Bus Rapid Transit (BRT) entre a Boavista e a Praça do Império foi lançado, esta manhã, no Parque de Serralves. Este projecto constitui uma das grandes novidades da nova fase de expansão do Metro do Porto e estará concluído até final de 2023, representando um investimento global de 66 milhões de euros, provenientes do Plano de Recuperação e Resiliência.


A cerimónia foi presidida pelo primeiro-ministro António Costa que realçou a importância desta obra não só do ponto de vista da recuperação da economia do país, como do impacto ambiental. “Esta obra do BRT é mais um exemplo do esforço que temos de fazer para acelerar a nossa recuperação económica e, por outro lado, criar melhores condições para garantir o futuro”, comentou o primeiro-ministro, no discurso que proferiu durante o evento. António Costa acrescentou ainda que o BRT “é uma peça de um puzzle integrado e inserido numa estratégia de descarbonização para contribuir no combate às alterações climáticas”.


No entender de Tiago Braga, presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto, “com esta solução do BRT, o sistema de mobilidade da cidade e da região irá beneficiar de um tipo de transporte alinhado com os padrões de serviço dos modos em canal próprio, como os sistemas de metro”. O presidente da Metro do Porto afirmou também que este novo meio de transporte “não será o parente pobre do metro ligeiro”, pois, conforme assegurou, “não há melhores nem piores modos de transporte, mas sim modos que se adequam melhor à relação entre a oferta e a procura e que respeitam o contexto em que se inserem”.

 

Mais transporte público e melhor sustentabilidade


Já Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, salientou que “esta opção representa olhar para a cidade e perceber que ela tem de ter as soluções adequadas”. Na opinião do presidente da Câmara, “este percurso vai permitir retirar muito do transporte individual que percorre o Porto”. Algo que será fundamental para atingir uma maior sustentabilidade ambiental: “Ao fazer este investimento nesta zona da cidade estamos a tentar mudar hábitos, porque sem isso não vamos conseguir combater as alterações climáticas”, explicou Rui Moreira.


Dentro da mesma visão, Eduardo Pinheiro, secretário de Estado da Mobilidade, destacou a relevância da construção do BRT. “A capacidade deste meio de transporte dá-nos muita confiança para poder substituir o transporte individual”, afirmou. O secretário de Estado reconheceu, além disso, que “ainda há muito trabalho a fazer, mas existe muita confiança na capacidade da equipa da Metro do Porto, desde a administração até aos técnicos”.


O BRT é um transporte público que tem adquirido expressão em meios urbanos pelas suas características ambientais e pela facilidade de integração, sendo operado por veículos de elevado desempenho ambiental (elétricos ou a hidrogénio) similares a um metro, mas que rodam sobre pneus e que não requerem o uso de catenárias para alimentação energética, dispensando também a instalação dos respetivos postes. Este tipo de sistema garante serviços de alto desempenho, com uma procura de média a alta intensidade, funcionando frequentemente enquanto elemento complementar e de interface com o Metro.


No que respeita à procura estimada para esta nova linha, prevê-se que possa acrescentar à rede da Metro do Porto uma média diária superior a 31 mil clientes (mais de 11 milhões de validações ano). Números que se explicam pelos múltiplos polos de procura situados ao longo e na envolvente do trajeto Boavista – Império e que justificam a importância do seu desenvolvimento.


A Linha Boavista – Império terá uma frequência de cinco minutos em hora de ponta e a ligação entre os seus dois extremos demorará apenas 15 minutos. Desenvolver-se-á ao longo das avenidas da Boavista e Marechal Gomes da Costa, perfazendo um traçado de exploração de oito quilómetros (quatro em cada sentido). O serviço vai contar com oito novas estações de superfície: Casa da Música, Bom Sucesso, Guerra Junqueiro, Bessa, Pinheiro Manso, Serralves, João de Barros e Império. As estações localizadas ao longo da Avenida Marechal Gomes da Costa vão ser desenhadas pelo arquitecto Álvaro Siza. Todas elas, tais como as da Boavista, contarão com cobertura, máquinas de venda de títulos, validadores, câmaras de videovigilância e equipamento de informação ao público – nomeadamente paineis eletrónicos e informação sonora.


Refira-se ainda que a localização destas estações teve em consideração as condicionantes dos locais, os estudos de mobilidade e obedeceu a critérios e princípios de organização e funcionamento, já devidamente testados na rede de metro em exploração. Entre estas especificidades, destaque para o extenso espaço verde do separador central da Avenida do Marechal Gomes da Costa, que irá ser integralmente preservado, tal como as espécies arbóreas existentes ao longo do canal, adaptando-se uma das faixas rodoviárias existentes à utilização do BRT.