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Notícias do Metro do Porto

BRT Boavista – Império também com ligação a Matosinhos

24 Março 2022

BRT Boavista – Império também com ligação a Matosinhos

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Empreitada estará concluída no final de 2023


O projecto do BRT (Bus Rapid Transit) contará também com uma ligação entre a Casa da Música, no Porto, e a Praça da Cidade do Salvador, a Rotunda da Anémona, em Matosinhos, o que representa uma importante evolução face ao inicialmente planeado. O primeiro projecto apresentado apontava para uma ligação entre a Casa da Música e a Praça do Império, que se mantém, mas que terá agora a companhia desta nova extensão. A notícia foi anunciada, ontem, na sede da Metro, numa cerimónia destinada a formalizar o contrato de concepção e construção da linha BRT, assinado entre a Metro do Porto e o consórcio ACA/Alves Ribeiro – a quem foi feita a adjudicação da obra, na sequência do Concurso Público Internacional lançado em Julho do ano passado.


Com estas alterações, que melhorarão ainda mais as condições de mobilidade na Área Metropolitana do Porto, o BRT passará a ter uma extensão adicional de 3,9 quilómetros e mais cinco estações: Antunes Guimarães, Garcia da Horta, Nevogilde, Castelo do Queijo, e Praça Cidade do Salvador. Na ligação Boavista - Império mantém-se o traçado de pouco mais de 4 quilómetros, bem como as oito estações previstas: Casa da Música, Bom Sucesso, Guerra Junqueiro, Bessa, Pinheiro Manso, Serralves, João de Barros e Praça do Império.


Tiago Braga, presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto, explicou que esta reformulação do projecto se ficou a dever à folga de 20 milhões de euros em relação ao previsto. Isto porque a estimativa inicial de custos para a construção do BRT era de 45 milhões de euros, tendo a proposta do consórcio seleccionado ascendido aos 25 milhões. Tiago Braga referiu também que a “intenção foi dar um passo em frente e ser mais exigente”, considerando que este “é um plano muito ambicioso e que responde aos desafios colocados, hoje, às cidades”. “Este é um impulso grande para o processo de descarbonização: estamos a dar um salto qualitativo e quantitativo muito grande do ponto de vista da intensidade energética e da utilização do transporte colectivo em detrimento do transporte individual”, acrescentou o presidente da Metro.


Já João Pedro Matos Fernandes, ministro do Ambiente e da Acção Climática, referiu que tudo o que envolve a questão do BRT “é um óptimo exemplo de boa gestão feita por uma grande empresa como a Metro do Porto, em que se cumpriram religiosamente os prazos”. Segundo Matos Fernandes, “trata-se de um projecto singular a nível europeu e que vai requalificar o espaço público e dar uma outra perspectiva a toda a zona ocidental do Porto e de Matosinhos”.


Na mesma linha, Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, salientou que este novo traçado “resolve os problemas de mobilidade não apenas da zona ocidental do Porto como de Matosinhos Sul, que fica assim muito bem servido na sua ligação à Casa da Música, que vai ser o grande polo do Metro do Porto, principalmente com a construção das novas linhas Rosa e Rubi”.


O BRT, recorde-se, é um projecto integralmente financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência. Do ponto de vista ambiental, os seus veículos serão movidos a hidrogénio verde, ou seja, com zero emissões poluentes e originário de fontes energéticas limpas. O BRT estará concluído até final do ano de 2023.