Metro liberta em junho zonas importantes da cidade
Metro liberta em junho zonas importantes da cidade
As zonas da cidade do Porto ainda ocupadas pelos estaleiros da empreitada da Linha Rosa (G), nomeadamente na Rotunda da Boavista, na Praça da Galiza, na envolvente do Hospital de Santo António e nas praças da Liberdade e de Almeida Garrett, vão ficar progressivamente desimpedidas até ao próximo mês de junho. A garantia é deixada por Tiago Braga, presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto, em entrevista hoje publicada pelo Jornal de Notícias. “A intenção é acabar mesmo tudo em junho, aquilo que ficará em falta será mais ao nível de sistemas técnicos”, afirmou Tiago Braga. Por sistemas técnicos entendam-se equipamentos de apoio à operação da linha, montados no interior das estações e dos túneis, não ao nível da rua.
A libertação do espaço público tem vindo a acontecer de modo continuado e é reflexo do avanço que a obra registou nos últimos tempos. Em curso encontram-se obras que visam dar continuidade ao que falta escavar do túnel de ligação da Praça da Galiza à Avenida da França, restando cerca de 140 metros para a sua finalização.
Ainda a respeito da Linha Rosa (G), Tiago Braga abordou as indemnizações já concedidas aos comerciantes, salientando ao mesmo tempo os benefícios que a empreitada lhes trará no futuro próximo. “Já pagamos 861.304 mil euros de compensações a comerciantes, só na Linha Rosa. Gostaríamos de ajudar mais, gostaríamos de compensar mais. É o possível. Nós estabelecemos critérios de compensação aos comerciantes que verdadeiramente são impactados. Depois de a obra estar concluída vai haver um incremento muito significativo na afluência ao comércio”, explicou o responsável da Metro do Porto.
Além disto, uma vez terminados os trabalhos, o Porto ganha uma nova ligação de Metro que vai gerar uma procura de mais de 8 milhões de validações e que trará proveitos também no plano ambiental, através de uma redução de 1500 toneladas de CO2 por ano. Ou seja, como sempre, os cidadãos são os grandes beneficiados de todo o projeto. “Se nós pensarmos que às 9 da manhã vamos gastar 15 minutos a ir da Boavista para a Liberdade, parece uma coisa daqui a 100 anos, não é? E estamos a meia dúzia de meses de isso acontecer”, concluiu Tiago Braga.

