Associação Salvador acompanha o projeto do Metro DT
Associação Salvador acompanha o projeto do Metro DT
A Metro do Porto recebeu a Associação Salvador, instituição de solidariedade que atua na área da deficiência motora, para uma visita ao Parque de Material e Oficinas, em Guifões – local onde fica aparcado o material circulante do Metro - e onde se encontra já a maquete do DT, a próxima gama de veículos de metro a circular na rede. Em representação desta associação esteve Mariana Fonseca, que teve a oportunidade de trocar impressões com os responsáveis da Metro e perceber as caraterísticas dos futuros veículos, bem como comprovar as inovações e melhorias que neles serão introduzidas, tendo em vista uma utilização mais amigável e acessível por parte das pessoas com mobilidade reduzida.
A destacar, desde logo, está a diminuição em 16 milímetros do pequeno desnível existente nas portas de entrada/saída das unidades, por comparação com o que ocorria na tipologia CT, a mais recente do Metro do Porto, com 18 unidades ao serviço desde dezembro de 2023. Ou seja, as pessoas com alguma incapacidade motora vêm mitigado um obstáculo que, por vezes, pode gerar alguma dificuldade em termos de acessibilidade. Refira-se que esta foi uma prerrogativa que a direção de Exploração da Metro do Porto fez constar no caderno de encargos entregue ao fabricante do novo material circulante, atendendo precisamente aos pedidos feitos por esta e outras associações homólogas.
Já no interior da composição, o espaço é amplo o suficiente para permitir uma circulação cómoda destes cidadãos, tendo sido removido o balaústre central. De igual modo, o local no veículo destinado às pessoas de mobilidade reduzida será alterado, permitindo, na opinião da própria utente da Salvador, um melhor acondicionamento da cadeira de rodas e, portanto, uma viagem mais confortável.
As 22 composições DT estão a ser desenvolvidas pela CRRC, o maior fabricante ferroviário a nível mundial, representando um investimento de 69,5 milhões de euros financiado pelo Sustentável 2030 e pelo Fundo Ambiental. Estas unidades vão chegar ao Porto ainda antes da entrada em operação comercial da Linha Rubi, à qual estão prioritariamente destinadas.

